Chapecó – A mulher de 45 anos, identificada como Mônica Uhlmann Gosch, que foi morta pelo ex-marido no dia 3 de novembro no meio da rua, no Centro de Chapecó, estava separada do autor há cerca de três meses, conforme apurou a Polícia Civil.
Na última sexta-feira (10), a Polícia Civil, por meio da equipe policial da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), concluiu a investigação sobre o feminicídio.
O crime aconteceu por volta das 12h30, no momento em que a vítima chegou no local de trabalho. O autor, de 48 anos, conhecendo a rotina da ex-mulher, estava aguardando nas imediações.
Trinta anos de convivência
Segundo a polícia, o casal tinha três filhos, um deles menor de idade, e conviveram por cerca de 30 anos, período durante o qual a vítima sofria com a agressividade do homem, especialmente em razão do vício dele em bebidas alcoólicas.
Há cerca de três meses, durante uma discussão em que estava embriagado, o autor expulsou a vítima e a filha menor de casa no meio da noite. A partir daí, Mônica decidiu não voltar mais para casa e rompeu o casamento, o que deixou o criminoso inconformado.
O investigado tentou de muitas formas a reconciliação, inclusive por meio dos filhos, e, segundo familiares, contava com o retorno da vítima para a residência do casal tão logo vencesse o prazo das medidas protetivas de urgência vigentes.
No dia do crime, vencidas as medidas protetivas de urgência e sem que a vítima tivesse concordado em retomar o casamento com o agressor, o investigado a aguardou em frente ao local de trabalho, conversaram por alguns segundos, como mostram imagens de câmeras de monitoramento que há nas imediações, e em seguida ocorreu o ataque.
O homem golpeou Mônica violentamente diversas vezes na região do peito com uma faca. A vítima chegou a pedir socorro, informando ter sido atacada pelo ex-marido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de as equipes médicas chegarem no local.
Após o crime, o autor fugiu do local, sendo localizado e preso na manhã seguinte.
Interrogado na presença do advogado, o homem preferiu ficar em silêncio. Agora, ele responderá pelo crime de feminicídio, que prevê pena de até 30 anos de reclusão. Com informações do Oeste Mais
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